Brincadeiras de menina

O leitor mais atencioso já deve ter percebido que, em mais de dois anos de site, nunca publicamos um vídeo sequer. Temos dezenas de textos, centenas de fotos, mas, até o momento, nenhum filme – no máximo, um ou outro gif perdido por aí. Não que tenhamos algo contra o formato em si, apenas somos preguiçosos; para nós, gravar é mais difícil e dá muito mais trabalho do que fotografar, simples assim.
No entanto, eventualmente ao longo dos anos fomos fazendo um vídeo aqui, outro ali, e percebemos que temos acumulado alguns materiais interessantes, que merecem ser vistos. Criamos uma conta no Pornhub para hospedá-los, e começaremos a publicá-los a partir de hoje; são na maioria deles conteúdos bem diferentes, voltados para fetiches – não esperem vídeos de papai e mamãe em primeira pessoa e afins.
Somos honestos: se há um ano atrás, quando criamos nosso perfil no Instagram, alguém profetizasse que ele chegaria a dez mil seguidores, nós cairíamos na risada. Esse crescimento todo nos surpreendeu bastante, e bolamos duas teorias para explicá-lo:
Gostamos de casas de swing porque elas desburocratizam a putaria. Enquanto os apps foram tomados por gente que diz “buscar amizades”, mas é incapaz de dizer mais que um “oi” no chat, nas casas você satisfaz os hormônios libidinosos sem precisar sequer saber o nome dos envolvidos. Apreciamos muito isso, e só não as frequentamos mais por causa das indisponibilidades típicas da vida do proletário.
No Rio de Janeiro há três estabelecimentos que se dedicam exclusivamente ao swing: 2a2, Mistura Certa e Asha Club Rio. Visitamos a 2a2 ano passado, e fomos ao Mistura meses atrás; faltava apenas a Asha para completarmos a tríplice coroa da putaria carioca. Assim, quando um feriadão livre nos surgiu, não pensamos duas vezes, e viajamos até a Barra da Tijuca para buscar a última figurinha de nosso álbum.